História do Karatê na Bahia

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O Karatê foi introduzido na Bahia no início da década de 60, através do japonês SAITO, mestre de Judô, que chegou no Brasil com alguns conhecimentos da arte das mãos vazias. Antes desta época raras eram as informações a cerca o karatê. Dentre os alunos da época dois tiveram participação importante na construção dos primeiros pilares do Karatê baiano, Múcio Magalhães, que após a desistência de Saito em continuar dando aulas tomou a liderança do grupo e Dr. Ângelo Decânio, destacado nome da capoeira, que ao abraçar a causa do Karatê interessou-se pela vinda de EISUKE OISHI (atualmente residindo no Japão), para ministrar aulas de Karatê na Bahia.

Denílson Caribé de Castro que na época jogava futebol, precisando de tratamento fisioterápico procurou o Acrópole e lá conheceu o Prof. Mário Conceição e o Karatê.

Quando Oishi decidiu fixar residência em Salvador, foi apresentado ao presidente do Acrópole, Valter Andrade, que deu todo o apoio por ser Oishi detentor de uma técnica mais apurada e moderna, tendo Oishi assumido o comando da turma que era treinada por Mário Conceição, por solicitação deste.

Com o trabalho de Oishi, a Bahia construiu uma base forte que serviu de sustentação para o atual estágio do Karatê baiano, inclusive pela grande amizade surgida entre Oishi e Denílson Caribé, depois que ambos fizeram um pacto, Caribé o ensinaria português e Oishi ensinaria a Caribé Karatê.

O progresso de ambos foi fantástico, sendo que nesta época já treinavam no Acrópole, atraídos pela boa técnica de Oishi, o hoje karateca mais antigo da Bahia Vilobaldo Moraes Pedreira, Lázaro Gagliano e Ivo Rangel, além de outros companheiros.

Respaldado nestes nomes que mais se destacaram na época o Karatê baiano começou a desenvolver-se e iniciou o intercâmbio com outros estados a procura de modernização e troca de informações.

Em 1969, em exame prestado no Rio de Janeiro, Denílson Caribé, encaminhado pelo presidente da PBP, Fauzi Abdala João, conquistou a graduação de faixa preta e em 1970, conseguiram juntos realizar o primeiro exame para faixas pretas na Bahia perante uma banca examinadora composta por Tadachi Takeuchi e Sadamu Uriu. Os clubes pioneiros foram ACRÓPOLE (o mais antigo), a ASKABA e a ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA DA BAHIA. A FEDERAÇÃO BAIANA DE KARATÊ foi fundada em 1972, sob a orientação de Fauzi Abdala João então presidente da Federação baiana de Pugilismo, tendo como primeiro presidente o Cel. Antônio Bião Martins Luna e vice Fauzi Abdala. Ao longo da história, a FBK foi presidida por João Rosas e Estácio Moreira, Fauzi Abdala e Ivo Rangel, Fauzi Abdala e Delano Brito, Antônio Ricardo e Roberto Barreto, Manoel Maria e Roberto Barreto, Ricardo Guedes e atualmente. O atual presidente da FBK é o Prof. Antônio Negreiros e o vice presidente é o Prof. José Rebouças Azevedo, instrutor chefe da Askadoi. A sede da FBK é no Palácio do Esportes, primeiro andar, Praça Castro Alves em Salvador-BA.

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